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Tecnologia é a habilidade de organizar o mundo de forma que não tenhamos que senti-lo.
Max Frisch  





AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA ESCOLA

As tecnologias de informação e comunicação presentes nesta sociedade vêm assumindo um duplo papel: funcional – a tecnologia como ferramenta, instrumento, função e normativo – a tecnologia determinando modelos para as relações sociais.
         O papel funcional das tecnologias oscila entre a versão otimista de transformação da sociedade, que afirma o mundo sem fronteiras, a rapidez nas trocas de informação, entre outras, e a versão pessimista de controle social e político, onde o cidadão passa a ser vigiado e perde sua privacidade. Nas duas versões é possível identificar a mesma ideologia: a técnica determina o mundo e as relações humanas.
De forma complementar, o papel normativo das tecnologias está definido pelas regras do mercado econômico, a partir da ideologia do mercado e sua evolução se dá a partir da transformação das mídias de massa, mais generalistas, para mídias telemáticas (imagens no computador), mais individualizadas.
Surge, assim, da conjunção dessas ideologias, o conceito de “sociedade da informação” cuja doutrina, sustentada pela lógica das técnicas, induz à crença de que o crescimento econômico da “sociedade da informação” seguramente gera oportunidades sociais.
Para se contrapor a esta lógica das técnicas, é necessário um constante processo de reflexão crítica sobre o papel das tecnologias de informação e comunicação nesta sociedade, restabelecendo uma lógica social e cultural, onde as técnicas de informação e comunicação, desenvolvidas para atender aos interesses do capital, passam a ser o principal canal de interação social para disseminar, fortalecer e ressignificar as experiências culturais e os movimentos sociais.
O acesso às tecnologias de informação e comunicação amplia as transformações sociais e desencadeia uma série de mudanças na forma como se constrói o conhecimento. Frente a este cenário de desenvolvimento tecnológico que vem provocando mudanças nas relações sociais, a educação tem procurado construir novas estratégias pedagógicas elaboradas sob a influência do uso dos novos recursos tecnológicos, resultando em práticas que promovam o currículo nos seus diversos campos dentro do sistema educacional. A extensão do uso desses recursos tecnológicos na educação, além de se constituir como uma prática libertadora, uma vez que contribui para inclusão digital, também busca levar os agentes do currículo a se apropriarem criticamente dessas tecnologias, de modo que descubram as possibilidades
que elas oferecem no incremento das práticas educacionais.
O tema referente ao uso das tecnologias de informação e comunicação é relevante e merece ser considerado por todos aqueles que movimentam o currículo dentro da escola. Esse pensamento não pode e não deve ser desvinculado do pensamento curricular, isto é, do pensamento pedagógico quando este se detém na consideração das práticas educacionais.
Mais do que ferramentas e aparatos que podem “animar” e/ou ilustrar a apresentação de conteúdos, o uso das mídias web, televisiva e impressa mobiliza e oportuniza novas formas de ver, ler e escrever o mundo. Contudo, é importante que essas ferramentas tecnológicas estejam aliadas a um procedimento de reflexão crítica que potencialize o pensamento sobre as práticas pedagógicas.
Na esfera de um currículo público, a inserção de novos recursos tecnológicos é capaz de criar condições para que frutifiquem valores educacionais tais como o do entendimento crítico, o da colaboração, o da cooperação, o da curiosidade que leva ao saber, e, por fim, os valores éticos de uma cidadania participativa se contrapondo aos pensamentos e práticas totalizantes, que defendem receitas únicas. A inserção de novos recursos tecnológicos encurta as distâncias, promove novas práticas sociais, aproxima dentro do mesmo currículo as esferas político administrativas das salas de aula; aproxima as salas de aula entre si, dentro da escola e entre as escolas, numa atividade de interação solidária com vistas tanto à apropriação do conhecimento quanto à criação de novos saberes.
Não se trata de tomar “as tecnologias” como os sujeitos das práticas, como se “as tecnologias” pudessem estabelecer a mediação entre o aluno e o conhecimento, mas, sim, considerar “as tecnologias” como impulsionadoras e potencializadoras destas práticas. Os artefatos tecnológicos, ao aproximarem os sujeitos do currículo numa relação dialógica, quer em torno do conhecimento, quer em torno da reflexão acerca de uma obra de arte, por exemplo, criam as condições para a própria prática dialógica em que se constitui o sujeito. Vale dizer, recursos tecnológicos não são os sujeitos das relações dentro do currículo, mas permitem que os sujeitos se façam ao possibilitar estas relações. Dada a relevância do tema, torna-se necessário estimular um pensamento contínuo sobre essas práticas, a fim de que todos os agentes envolvidos sejam capazes de se posicionar de uma maneira crítica e criativa, com a necessária clareza na hora de fazer as escolhas que conduzirão as suas práticas.
As tecnologias de informação e comunicação representam não somente meios que contribuem com a democratização do conhecimento na escola, como também instrumentos de informação que ampliam o acesso às políticas e programas, junto à comunidade escolar. As tecnologias disponíveis nos espaços escolares, em ambientes educativos, nos laboratórios de ciências e de informática, nas salas de aula
possibilitam, além da formação docente, na perspectiva do sujeito epistêmico, que produz o conhecimento no âmbito das práticas pedagógicas, também o aprimoramento da prática docente. Revelam-se, aqui, os necessários materiais pedagógicos e recursos didáticos encaminhados para as escolas, a fim de restabelecer propostas de aprendizagem. É o caso dos conteúdos digitais, das televisões multimídia, dos livros didáticos e paradidáticos, dos computadores e estações de trabalho, dos jogos e materiais didáticos para uso nas atividades formativas da escola.
Considerando a organização do trabalho pedagógico na escola, entre as possíveis temáticas a serem consideradas nesse processo de reflexão sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação, destacam-se: o papel de mediação do professor na aprendizagem; o processo de interação e colaboração em ambientes virtuais de aprendizagem; as mídias impressas e televisivas presentes na escola e a pesquisa escolar na internet. 

Textos Complementares:

Por Quê o Computador na Educação? José Armando Valente - * Núcleo de Informática Aplicada à Educação - NIED

Uso da Tecnologia na Educação. Paulo Osmar Dias Barbosa  

►TV Escola e Internet na Escola - Anna Friedericka Schwarzelmüller

►O Uso do Vídeo no Estudo da Refração da Luz. - Dalva Aldrighi Vergara e Bernardo Buchweitz 

►O Computador Como Recurso Pedagógico. Autores : - Célia Decresci de Oliveira - Elisabeti de Azevedo Cheretti - Nilze Maria Sabatini Nascimbem - Odete Sidericoudes - Vania Regina Faça -Viviani Rose Ortelli

►Manual de Redação Técnica e Oficial dos Órgãos Públicos do PR.- DEPARTAMENTO ESTADUAL DE ARQUIVO PÚBLICO

►Diferentes Usos do Computador na Educação. José Armando Valente* Núcleo de Informática Aplicada à Educação - NIED



























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