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"Quem faz o jornal não são os redatores; são os leitores." (Émile de Girardin) 
Não tem que agradar ao dono, ao político, a nós mesmos. Tem que agradar ao público. (Ricardo Kotscho)
O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter." (Cláudio Abramo)
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Leituras ON LINE sobre o tema
Educarede - Brincadeiras que Ferem
Brasil Escola - Bullying
Revista Época - Uma breve História sobre o Bullying
Mini Web Educação - Quando a Brincadeira perde a Graça
ClicRBS - Brincadeira que machuca  

PROJETO JORNAL BENEFICIA ALUNOS DO COLÉGIO ERON DOMINGUES
Estudar temas da atualidade apresentados de forma objetiva e que retratam a realidade da comunidade onde os alunos estão inseridos é a principal vantagem do uso do jornal como material didático. Por isso, a professora Vera Pagnussatti, do Colégio Eron Domingues, em Marechal Cândido Rondon, renovou a parceria com o Jornal O Presente para desenvolver o Projeto Jornal, iniciado no ano passado. 

Neste ano, participam das atividades 31 estudantes da 8ª C, além de cerca de 60 alunos do Ensino Médio noturno. Segundo ela, a partir da parceria o estabelecimento de ensino recebe jornais gratuitamente todas as terças-feiras para serem usados durante as aulas de Língua Portuguesa. 

Os trabalhos iniciaram em março e já apresentam resultados quanto à mudança de atitude dos alunos em relação ao material impresso e também concretizados na forma de apresentações para as demais turmas do colégio. 

Nesta semana, alunos da 8ª série estão apresentando o resultado de suas pesquisas sobre bullying para estudantes das 5ª, 6ª e 7ª séries. “Os alunos fazem uso de várias mídias para reunir informações variadas em relação ao tema proposto. No caso do bullying, discutimos o editorial publicado recentemente no O Presente”, relata a professora. 

Além dos assuntos factuais, os estudantes também estudam os gêneros textuais presentes no jornal. Já estudaram sobre notícia, anúncios publicitários e carta do leitor. Os próximos a serem estudados são a entrevista, os classificados e o editorial. “Nossa intenção é estudar todos os gêneros até julho”, afirma Vera. 

Os próximos a serem debatidos pela turma da 8ª série são sexualidade e drogas. “Além da leitura de jornal, eles pesquisam em revistas e na internet em busca de dados. Depois a proposta é que desenvolvam uma atividade que envolva a comunidade. O próximo passo será realizar entrevistas com pessoas de Marechal Rondon”, adianta.

Mudança
Os alunos Aline Besen, Jhuly Comin, Karoline Finkler, Arietha Rodrigues, Adriano Ribeiro e Patrike Rutke ministraram ontem (23) apresentações para os demais estudantes. 

Sobre o uso de jornal como fonte de pesquisa e informação, eles relatam que, ao longo das aulas, aprenderam a valorizar o veículo como fonte. “Antes do projeto eu achava que jornal era chato, coisa de velho, agora passei a gostar, pois temos o contato com ele toda semana”, conta Karoline. “A partir de quando a gente começa a conhecer passa a gostar, já que é possível encontrar todos os assuntos no jornal”, diz Arietha.
 
Aline lembra que o diferencial de analisar um jornal regional é a possibilidade de encontrar nele retratada a realidade onde está inserida. “A gente lê assuntos de interesse da nossa própria comunidade”, afirma. Além disso, lembra que aprender os gêneros de textos jornalísticos é útil pelo contato com a língua portuguesa escrita. “Nos ajuda para produzirmos os nossos próprios textos”, acrescenta. Arietha ressalta que a redação jornalística já é conteúdo para concurso vestibular. Adriano reforça que o jornal pode ser um ótimo instrumento de aprendizagem. “Aprendemos sobre a estrutura do texto, título, lide, entre outros aspectos”. “Com ele podemos ficar informados e aprimorar nossos conhecimentos sobre vários assuntos”, finaliza Patrike.

Projeto de leitura
Além do estudo direcionado, a professora Vera também tem estimulado a leitura de jornal pelos demais estudantes do Colégio Eron Domingues. “Desenvolvemos o Projeto de Leitura, por meio do qual disponibilizamos os jornais recebidos a todas as turmas para leitura na hora do intervalo das terças-feiras. O jornal é lido nos períodos matutino, vespertino e noturno”, declara. 

No último turno, os estudantes do Ensino Médio têm a liberdade de poder levar os exemplares do diário para casa. “Isso também é muito importante, pois a leitura de jornal se torna acessível tanto aos estudantes como aos pais e familiares”, conclui a idealizadora do projeto.


Legenda:
Os alunos Aline, Jhuly, Karoline, Arietha, Adriano e Patrike durante apresentação de pesquisa sobre bullyng, na manhã de ontem (23): disseminando informação por uma melhor convivência escolar

Professora Vera Pagnussatti: “A leitura de jornal se torna acessível tanto aos estudantes como aos pais e familiares”
Créditos das fotos: Carina Ribeiro/OP 

Agradecimento ao Jornal O Presente por ceder a reportagem para que pudessemos colocar no nosso site

Veja a REPORTAGEM na íntegra do Jornal O Presente na íntegra. Clique A Q U I  Edição 3097 - Ano 19 -  24/05/2011 Página 11

Clique sobre a foto e veja as demais fotos do evento

Fotos do Evento acima: Acervo do Colégio Eron Domingues


PROJETO JORNAL 2011 

O Projeto Jornal "Um Suporte, diferentes gêneros discursivos", foi elaborado e aplicado pela professora Vera Beatriz Hoff Pagnussatti para algumas turmas do Colégio Estadual Eron Domingues no decorrer de 2010, e, de forma indireta, apresentado a toda comunidade escolar. 

Trabalho executado em parceria com o Jornal O Presente, de Marechal Cândido Rondon/PR, o qual franqueou dezenas de exemplares do jornal semanalmente, para uso dos alunos envolvidos no projeto. 

Dando continuidade ao referido projeto, em 2011, a professora Vera, no âmbito do Projeto Leitura do colégio, iniciou no decorrer do mês de março série de estudos do assunto, oportunizando dessa forma que os alunos dos três turnos do colégio – manhã, tarde e noite – tenham contato sobre o projeto, além da utilização de leitura do jornal nos intervalos das aulas. 

Essa nova série de estudos trouxe algumas inovações e desdobramentos. Num primeiro momento, buscando atingir os alunos do Ensino Médio do período noturno, grande parte deles trabalhadores formais, com pouco acesso a leitura de jornais. Num segundo momento, atendendo a novas orientações sobre os gêneros textuais exigidos para participação em vestibulares, especialmente para o vestibular da UNIOESTE, edição 2011, dentre esses gêneros as cartas do leitor, artigo de opinião, etc. 

Além disso, somando-se aos objetivos acima expostos, os trabalhos buscam atingir os alunos do colégio. Para isso está sendo organizada uma campanha com o título “Seja manchete do bem”, em contraponto com notícias de violência. Algumas matérias, tratando do envolvimento de jovens com o uso e tráfico de drogas, bebidas alcoólicas, roubo, violência juvenil, mortes no trânsito, etc. já foram selecionadas, extraídas de leituras realizadas no O Presente e outros meios de comunicação, tendo como objetivo analisar de forma reflexiva a tomada de consciência para o não envolvimento dos jovens em tais atos que lhe são muito prejudiciais. Para desenvolver esse trabalho, além das leituras do jornal os alunos farão contatos com diferentes pessoas da comunidade sobre os assuntos mencionados, em forma de palestras ou entrevistas on-line e ou pessoal. 

Outro ponto importante a ser mais explorado, é o uso do jornal online como meio de leitura e integração entre as partes envolvidas no projeto: aluno, professor, empresa parceira, além da criação de um blog destinado aos registros dos estudos, opiniões e análises realizados. 

Durante o mês de março, nos turnos da manhã e noite, onde atua a professora, evidenciou-se a leitura e a compreensão de alguns gêneros textuais presentes no jornal impresso com ênfase nas notícias, anúncios publicitário, opinião do leitor e editorial, temas já tratados em reportagens especiais sobre a questão da água, violência na escola e bullying, dentre outros. 



CARTILHA ABORDA 'BULLYING' E DISCUTE PREVENÇÃO CONTRA O PROBLEMA.


Combater bullying é uma questão de Justiça: aprenda a identificar para prevenir e erradicar este terrível fenômeno social 

    


1. O QUE É BULLYING?
O bullying é um termo ainda pouco conhecido do grande público. De origem inglesa e sem tradução ainda no Brasil, é utilizado para qualificar comportamentos agressivos no âmbito escolar, praticados tanto por meninos quanto por meninas. Os atos de violência (física ou não) ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos que se encontram impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas. Tais comportamentos não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Em última instância, significa dizer que, de forma “natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas.
2. QUAIS SÃO AS FORMAS DE BULLYING? NORMALMENTE, EXISTEM MAIS MENINOS OU MENINAS QUE COMETEM BULLYING?
As formas de bullying são:
• Verbal (insultar, ofender, falar mal, colocar apelidos pejorativos, “zoar”)
• Física e material (bater, empurrar, beliscar, roubar, furtar ou destruir pertences da vítima)
• Psicológica e moral (humilhar, excluir, discriminar, chantagear, intimidar, difamar)
• Sexual (abusar, violentar, assediar, insinuar)
• Virtual ou Ciberbullying (bullying realizado por meio de ferramentas tecnológicas: celulares, filmadoras, internet etc.)
Estudos revelam um pequeno predomínio dos meninos sobre as meninas. No entanto, por serem mais agressivos e utilizarem a força física, as atitudes dos meninos são mais visíveis.
Já as meninas costumam praticar bullying mais na base de intrigas, fofocas e isolamento das colegas. Podem, com isso, passar despercebidas, tanto na escola quanto no ambiente doméstico.
3. EXISTE ALGUMA FORMA DE BULLYING QUE SEJA MAIS MALÉFICA? O CIBERBULLYING É PIOR DO QUE O BULLYING TRADICIONAL?
Uma das formas mais agressivas de bullying, que ganha cada vez mais espaços sem fronteiras é o ciberbullying ou bullying virtual. Os ataques ocorrem por meio de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos). Além de a propagação das difamações ser praticamente instantânea o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável. O ciberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas e expõe a vítima ao escárnio público. Os praticantes desse modo de perversidade também se valem do anonimato e, sem nenhum constrangimento, atingem a vítima da forma mais vil possível. Traumas e consequências advindos do bullying virtual são dramáticos.
4. QUAL O CRITÉRIO ADOTADO PELOS AGRESSORES PARA A ESCOLHA DA VÍTIMA?
Os bullies (agressores) escolhem os alunos que estão em franca desigualdade de poder,seja por situação socioeconômica, situação de idade, de porte físico ou até porque numericamente estão desfavoráveis. Além disso, as vítimas, de forma geral, já apresentam algo que destoa do grupo (são tímidas, introspectivas, nerds, muito magras; são de credo, raça ou orientação sexual diferente etc.). Este fato por si só já as torna pessoas com baixa autoestima e, portanto, são mais vulneráveis aos ofensores. Não há justificativas plausíveis para a escolha, mas certamente os alvos são aqueles que não conseguem fazer frente às agressões sofridas.
5. QUAIS AS PRINCIPAIS RAZÕES QUE LEVAM OS JOVENS A SEREM OS AGRESSORES?
É muito importante que os responsáveis pelos processos educacionais identifiquem com qual tipo de agressor estão lidando, uma vez que existem motivações diferenciadas:
1. Muitos se comportam assim por uma nítida falta de limites em seus processos educacionais no contexto familiar.
2. Outros carecem de um modelo de educação que seja capaz de associar a autorrealização com atitudes socialmente produtivas e solidárias. Tais agressores procuram nas ações egoístas e maldosas um meio de adquirir poder e status, e reproduzem os modelos domésticos na sociedade.
3. Existem ainda aqueles que vivenciam dificuldades momentâneas, como a separação traumática dos pais, ausência de recursos financeiros, doenças na família etc. A violência praticada por esses jovens é um fato novo em seu modo de agir e, portanto, circunstancial.
4. E, por fim, nos deparamos com a minoria dos opressores, porém a mais perversa. Trata-se de crianças ou adolescentes que apresentam a transgressão como base estrutural de suas personalidades. Falta-lhes o sentimento essencial para o exercício do altruísmo: a empatia.
6. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS PROBLEMAS QUE UMA VÍTIMA DE BULLYING PODE ENFRENTAR NA ESCOLA E AO LONGO DA VIDA?
As consequências são as mais variadas possíveis e dependem muito de cada indivíduo, da sua estrutura, de vivências, de predisposição genética, da forma e da intensidade das agressões. No entanto, todas as vítimas, sem exceção, sofrem com os ataques de bullying (em maior ou menor proporção). Muitas levarão marcas profundas provenientes das agressões para a vida adulta, e necessitarão de apoio psiquiátrico e/ou psicológico para a superação do problema.
Os problemas mais comuns são: desinteresse pela escola; problemas psicossomáticos; problemas comportamentais e psíquicos como transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia, fobia escolar, fobia social, ansiedade generalizada, entre outros. O bullying também pode agravar problemas preexistentes, devido ao tempo prolongado de estresse a que a vítima é submetida. Em casos mais graves, podem-se observar quadros de esquizofrenia, homicídio e suicídio.
7. COMO PERCEBER QUANDO UMA CRIANÇA OU ADOLESCENTE ESTÁ SOFRENDO BULLYING? QUAL O COMPORTAMENTO TÍPICO DESSES JOVENS?
As informações sobre o comportamento das vítimas devem incluir os diversos ambientes que elas frequentam. Nos casos de bullying é fundamental que os pais e os profissionais da escola atentem especialmente para os seguintes sinais:
Na Escola:
No recreio encontram-se isoladas do grupo, ou perto de alguns adultos que possam protegê-las; na sala de aula apresentam postura retraída, faltas frequentes às aulas, mostram-se comumente tristes, deprimidas ou aflitas; nos jogos ou atividades em grupo sempre são as últimas a serem escolhidas ou são excluídas; aos poucos vão se desinteressando das atividades e tarefas escolares; e em casos mais dramáticos apresentam hematomas, arranhões, cortes, roupas danificadas ou rasgadas.
Em Casa:
Frequentemente se queixam de dores de cabeça, enjoo, dor de estômago, tonturas, vômitos, perda de apetite, insônia. Todos esses sintomas tendem a ser mais intensos no período que antecede o horário de as vítimas entrarem na escola. Mudanças frequentes e intensas de estado de humor, com explosões repentinas de irritação ou raiva. Geralmente elas não têm amigos ou, quando têm são bem poucos; existe uma escassez de telefonemas, e-mails, torpedos, convites para festas, passeios ou viagens com o grupo escolar. Passam a gastar mais dinheiro do que o habitual na cantina ou com a compra de objetos diversos com o intuito de presentear os outros. Apresentam diversas desculpas (inclusive doenças físicas) para faltar às aulas.
8. E O CONTRÁRIO? O QUE SE PODE NOTAR NO COMPORTAMENTO DE UM PRATICANTE DE BULLYING? Na escola os bullies (agressores) fazem brincadeiras de mau gosto, gozações, colocam apelidos pejorativos, difamam, ameaçam, constrangem e menosprezam alguns alunos. Furtam ou roubam dinheiro, lanches e pertences de outros estudantes. Costumam ser populares na escola e estão sempre enturmados. Divertem-se à custa do sofrimento alheio.
No ambiente doméstico, mantêm atitudes desafiadoras e agressivas em relação aos familiares. São arrogantes no agir,no falar e no vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram. Costumam voltar da escola com objetos ou dinheiro que não possuíam. Muitos agressores mentem, de forma convincente, e negam as reclamações da escola, dos irmãos ou dos empregados domésticos.
9. O FENÔMENO BULLYING COMEÇA EM CASA?
Muitas vezes o fenômeno começa em casa. Entretanto, para que os filhos possam ser ais empáticos e possam agir com respeito ao próximo, é necessário primeiro a revisão do que ocorre dentro de casa. Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores. O exemplo dentro de casa é fundamental. O ensinamento de ética, solidariedade e altruísmo inicia ainda no berço e se estende para o âmbito escolar, onde as crianças e adolescentes passarão grande parte do seu tempo.
10. O BULLYING EXISTE MAIS NAS ESCOLAS PÚBLICAS OU NAS PARTICULARES?
O bullying existe em todas as escolas, o grande diferencial entre elas é a postura que cada uma tomará frente aos casos de bullying. Por incrível que pareça os estudos apontam para uma postura mais efetiva contra o bullying entre as escolas públicas, que já contam com uma orientação mais padronizada perante os casos (acionamento dos Conselhos Tutelares, Delegacias da Criança e do Adolescente etc.).
11. O ALUNO VÍTIMA DE BULLYING NORMALMENTE CONTA AOS PAIS E PROFESSORES O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
As vítimas de bullying se tornam reféns do jogo do poder instituído pelos agressores. Raramente elas pedem ajuda às autoridades escolares ou aos pais. Agem assim, dominadas pela falsa crença de que essa postura é capaz de evitar possíveis retaliações dos agressores e por acreditarem que, ao sofrerem sozinhos e calados, pouparão seus pais da decepção de ter um filho frágil, covarde e não popular na escola.
12. QUAL É O PAPEL DA ESCOLA PARA EVITAR O BULLYING ESCOLAR?
A escola é corresponsável nos casos de bullying, pois é lá onde os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes. A direção da escola (como autoridade máxima da instituição) deve acionar os pais, os Conselhos Tutelares, os órgãos de proteção à criança e ao adolescente etc. Caso não o faça poderá ser responsabilizada por omissão. Em situações que envolvam atos infracionais (ou ilícitos) a escola também tem o dever de fazer a ocorrência policial. Dessa forma, os fatos podem ser devidamente apurados pelas autoridades competentes e os culpados responsabilizados. Tais procedimentos evitam a impunidade e inibem o crescimento da violência e da criminalidade infantojuvenil.
13. COMO É O BULLYING NAS ESCOLAS BRASILEIRAS, EM COMPARAÇÃO A OUTRAS, DOS ESTADOS UNIDOS OU DA EUROPA? ALGUMA CARACTERÍSTICA ESPECÍFICA?
Em linhas gerais o bullying é um fenômeno universal e democrático, pois acontece em todas as partes do mundo onde existem relações humanas e onde a vida escolar faz parte do cotidiano dos jovens. Alguns países, no entanto, apresentam características peculiares na manifestação desse fenômeno: nos EUA, o bullying tende a apresentar-se de forma mais grave com casos de homicídios coletivos, e isso se deve à infeliz facilidade que os jovens americanos possuem de terem acesso as armas de fogo. Nos países da Europa, o bullying tende a se manifestar na forma de segregação social a até da xenofobia. No Brasil, observam-se manifestações semelhantes às dos demais países, mas com peculiaridades locais: o uso de violência com armas brancas ainda é maior que a exercida com armas de fogo, uma vez que o acesso a elas ainda é restrito a ambientes sociais dominados pelo narcotráfico. A violência na forma de descriminação e segregação aparece mais em escolas particulares de alto poder aquisitivo, onde os descendentes nordestinos, ainda que economicamente favorecidos, costumam sofrer discriminação em função de seus hábitos, sotaques ou expressões idiomáticas típicas. Por esses aspectos é necessário sempre analisar, de maneira individualizada, todos os comportamentos de bullying, pois as suas formas diversas podem sinalizar com mais precisão as possíveis ações para a redução dessas variadas expressões da violência entre estudantes.
14. QUAL A INFLUÊNCIA DA SOCIEDADE ATUAL NESTE TIPO DE COMPORTAMENTO?
O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, em que o ter é muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos. Vive-se em tempos velozes, com grandes mudanças em todas as esferas sociais. Nesse contexto, a educação tanto no lar quanto na escola se tornou rapidamente ultrapassada, confusa, sem parâmetros ou limites. Os pais passaram a ser permissivos em excesso e os filhos cada vez mais exigentes, egocêntricos. As crianças tendem a se comportar em sociedade de acordo com os modelos domésticos. Muitos deles não se preocupam com as regras sociais, não refletem sobre a necessidade delas no convívio coletivo e, nem sequer se preocupam com as consequências dos seus atos transgressores. Cabe à sociedade como um todo transmitir às novas gerações valores educacionais mais éticos e responsáveis. Afinal, são estes jovens que estão delineando o que a sociedade será daqui em diante. Auxiliá-los e conduzi-los na construção de uma sociedade mais justa e menos violenta, é obrigação de todos.
15. COMO OS PAIS E PROFESSORES PODEM AJUDAR AS VÍTIMAS DE BULLYING A SUPERAR O SOFRIMENTO?
A identificação precoce do bullying pelos responsáveis (pais e professores) é de suma importância. As crianças normalmente não relatam o sofrimento vivenciado na escola, por medo de represálias e por vergonha. A observação dos pais sobre o comportamento dos filhos é fundamental, bem como o diálogo franco entre eles. Os pais não devem hesitar em buscar ajuda de profissionais da área de saúde mental, para que seus filhos possam superar traumas e transtornos psíquicos.
Outro aspecto de valor inestimável é a percepção do talento inato desses jovens. Os adultos devem sempre estimulá-los e procurar métodos eficazes para que essas habilidades possam resgatar sua autoestima, bem como construir sua identidade social na forma de uma cidadania plena. 

Fonte: Portal Conselho Nacional de Justiça - Justiça nas Escolas 

 

 








































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