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Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca. Provérbio popular

 






PROJETOS CISTERNAS E RESÍDUOS SÓLIDOS
Com aproximadamente 1.500 pessoas circulando diariamente pelo Colégio Estadual Eron Domingues em Marechal Cândido Rondon há o consumo mensal de 200 mil litros de água. A preocupação ambiental e educacional da instituição resultou em um projeto inédito para a economia de água potável.
Na manhã de quinta-feira (12) o sistema de cisterna externa foi inaugurado em uma solenidade no educandário. Na ocasião a direção e coordenação do Colégio, mostraram a novidade às lideranças das Secretarias Municipais de Educação e Agricultura, do Núcleo Regional de Educação, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Associação Comercial Industrial e Agropecuária (Acimacar), Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), imprensa e alunos.
De acordo com o diretor, Sandro Augsten, o sistema de cisterna externa para fazer a reutilização da água da chuva representará uma economia de 70% no consumo de água potável da escola. São gerados aproximadamente 120 mil litros de água por mês que são captados através de 80 metros quadrados de calhas pela escola.
A captação é feita através de canos, que deságuam em uma caixa de água de 15 mil litros. “Esta água é clorada, tratada e filtrada para evitar o entupimento da tubulação com folhas e sujeira” explicou o diretor. Depois a água para outra caixa de água que através de uma bomba disponibiliza quando acionada a liberação da água não potável. Ao todo são três caixas de água com capacidade de 45 mil litros.
Há dois sistemas de distribuição da água, um de gravidade, utilizado nos banheiros e outro de pressão, que é destinado para a limpeza. “Instalamos torneiras específicas espalhadas pelas escolas para a limpeza. Todas têm uma placa indicando que a água não é potável Ao instalar a mangueira e ligar a torneira o sistema libera a água com pressão”, demonstra.
O sistema por gravidade é utilizado nas descargas dos banheiros. Assim, a água potável, que não foi alterado o sistema, é utilizada agora somente para a lavagem das mãos nos banheiros, na cozinha e nos bebedouros. “Claro que dependemos da chuva, mas pela regularidade acreditamos que teremos a economia desejada”, reforça.
Sandro explica que em caso de estiagem o próprio sistema trabalha com uma boia afogada que libera a água do Saae quando acaba a água da chuva. “Estamos em testes desde o início do ano, mas há 15 dias está funcionando mesmo”, acrescenta.
Educação
O diretor revela que este é um projeto antigo da escola, que diversos professores já sugeriam como opção para o trabalho de educação ambiental. Realizado com recursos da escola com a APMF, no valor de R$ 20 mil, além da economia da tarifa de água para o estado, o projeto desenvolve consciência ambiental nos alunos.
Além do conteúdo sobre o tema já trabalhado nas disciplinas, a partir do sistema de cisterna funcionando, o educador garante que haverá o trabalho de educação. “Vai gerar uma conscientização, os educandos presenciam o sistema implantado e isto vai motivar esta nova geração para o uso racional de água”, garante.
Agora o trabalho mais intenso de educação ambiental começa no Colégio, pois o professor garante que os alunos terão conhecimento de todo o sistema e assim contribuirão com as mais diversas formas de preservar o meio ambiente, como o racionamento e também destinação correta de lixo, outro projeto implantado.
Resíduos sólidos
Juntamente com as cisternas um outro investimento foi inaugurado, o de gerenciamento de resíduos sólidos. Segundo a direção, depois da orientação da Acimacar sobre as determinações do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para a destinação correta dos resíduos produzidos, além de separar o lixo era preciso pensar em sua destinação.
O Saae entrou como parceiro também neste projeto, que iniciou pela conscientização. Os alunos separaram os lixos em lixeiras separadas para cada material. Com um investimento de aproximadamente R$ 6 mil foi construído um local especifico que atende todas as exigências para armazenar este material até o recolhimento. Assim é feito o recolhimento nas lixeiras e separados por material no local.
Óleo, plástico, papel, papelão, vidros e lâmpadas são todos separados. “O material reciclável destinamos para a associação de catadores que dependem deste recolhimento”, afirma ao detalhar que somente o óleo é vendido para a Transgiro, que faz a conversão em biocombustível para abastecer a frota de ônibus.
Parceiros
Os parceiros e apoiadores do projeto relataram a importância da iniciativa. 
Para o chefe do Núcleo Regional de Toledo, Léo Inácio, o exemplo é uma oportunidade de mostrar que uma comunidade escolar pode transformar. “E estes futuros professores podem levar esta ideia adiante para onde forem atuar e mostrar o bom exemplo que tiveram em Rondon”, pontuou aos estudantes de magistério.
O diretor do Saae, João Marcos Gomes, relatou que esta é mais uma prova de que Rondon possui um diferencial, que muitos projetos positivos mostram que a cidade tem potencial. Reforçou que o gerenciamento municipal do recurso permite que projetos assim obtenham êxito e destaque.

































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