Organização do Trabalho Pedagógico Escolar
Órgãos Colegiados da Escola
Registro de Classe On-line Serviços Públicos de Apoio Escolar Fale Conosco

Quantidade de Páginas visitadas


Não podes ensinar nada a um homem; podes apenas ajudá-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo. 
Galileu Galilei

PROJETO DE INCLUSÃO LEVA PROFESSOR A DOMICÍLIO.
Alunos com patologia que os impeça de frequentar a escola podem receber atendimento em casa ou até mesmo no hospital: fato já é realidade em Marechal Cândido Rondon.
Um transplante de medula óssea devido a Leucemia não foi empecilho para que L.A.S. de 11 anos morador da Linha Ajuricaba, deixasse de acompanhar os estudos da 5ª Série.
 

Imagem de Inclusão Social


Veja a reportagem completa Clique para ver a reportagem completa publicada no Jornal O Presente.

Todas as manhãs, a professora Solange Auler vai até a casa de Lucas, no interior rondonense, para repassar os conteúdos de todas as disciplinas que os colegas de  turma estão tendo em sala de aula.
Conforme o chefe do Núcleo Regional de Educação de Toledo Aparecido Mendes Cardoso, o projeto faz parte de uma política pública que busca a integração, visando atender as necessidades da sociedade. “Por meio do projeto é disponibilizado atendimento de educação aos alunos tanto no hospital como em casa. Ele foi implantado em 2006 com objetivo de atender a esta demanda existente”, menciona.
Segundo ele, atualmente no Núcleo de Toledo há apenas dois casos, o de Lucas em Marechal e outro em Santa Helena.
Para ser atendido pelo programa, basta o aluno estar matriculado na rede e que a patologia exija que o estudante precise ficar hospitalizado por mais de três dias,  explica o chefe do Núcleo. “O projeto é desenvolvido em parceria com a Secretaria de
Estado da Educação (SEED), da Saúde e da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior,” ressalta.
De acordo com Cardoso, se não fosse pelo projeto, o aluno Lucas provavelmente perderia o ano escolar, já que está de atestado desde agosto do ano de 2007 e pode vir a ficar afastado até dezembro. Agora os alunos com necessidade especial podem acompanhar os estudos de atendimento domiciliar. É um grande processo de inclusão, já que dessa forma, assim que for possível, o Lucas será reintegrado à turma junto à qual está matricular, já  que tem o conteúdo na íntegra, expõe.
Atualmente, nas últimas séries da educação básica e superior existe um amplo movimento para colher a diversidade. “Nunca se trabalhou tanto coadiversidade. Hoje a Secretaria de Educação possui até mesmo um Departamento da Diversidade.
Hoje a escola cumpre seu papel na íntegra, que é garantir atendimento a todos conforme suas necessidades,” comenta.

DIFICULDADES

De família humilde, há anos Lucas vem enfrentando dificuldades para acompanhar os estudos, mas tem conseguido dar sequência, relata à mãe, Íria Íris Schmoller. “Nos últimos dois anos ele faltava muito à aula por causa da quimioterapia, comenta. Com a professora indo até a casa, agora a situação é outra.  Desde quando fez o transplante de medula ele passou que permanecer em casa, já que o seu quadro oferece limitações e requer muitos cuidados. Nas aulas de Educação Física, considerando que Lucas não tem condições de praticar esportes e nem ficar exposto ao sol, ele a professora fazem jogos de mesa. Aluno Lucas com leucemia recebe atendimento escolar em casa: Lucas 11 anos, estuda com orientação da professora Solange Auler, ladeado pela mãe Íria Schmoller.

EXEMPLO

Lecionar para Lucas tem sido um grande aprendizado para a Professora  Solange. “Como preciso repassar a ele o conteúdo de todas as disciplinas, também  estou aprendendo, com o apoio dos demais professores. Além disso, para mim é uma  experiência nova, que traz para mim um crescimento profissional e como pessoas, já que acabo me envolvendo com todas as dificuldades que a família vive.” fala emocionada.
A docente garante que no processo de ensino-aprendizagem os objetivos estão sendo alcançados. “Estamos com todas as matérias em dia. O Lucas é um aluno muito esforçado. A forma tranquila dele como ele lida com sua doença me surpreende. Ele está sempre bem, e isso, para mim, é um exemplo de superação,” enfatiza.

PROCESSO

O caso de Lucas mobilizou toda a direção do Colégio Eron Domingues para viabilizar o atendimento domiciliar, já que ele não freqüenta o educandário. “A partir da constatação da necessidade do aluno, organizamos um processo, com toda documentação, incluindo a licença média de um ano, foi encaminhado pelo Núcleo à Secretaria de Educação. Após vistoria do Núcleo, foi disponibilizada uma professora especialmente para Lucas. Em 26 anos de profissão esta é a primeira vez que vejo um
aluno ter aula em casa,” relata a pedagoga Tamara Schwingel.

CADEIRANTE

Conforme Tamara, outro processo (abrir demanda para atender as necessidades especiais do aluno) que está em andamento é para tentar conseguir um professor de apoio (permanente) para atuar em sala de aula junto a um aluno do colégio que é cadeirante e tem comprometimento motor. Alternativa encontrada para cadeirantes em outras instituições é o pronto atendimento individualizado, que um
professor oferece durante sua hora-atividade.

Fonte: O Presente
Publicado em 02 de agosto de 2008.

 

 

 

 





























Secretaria de Estado da Educação do Paraná
Av. Água Verde, 2140 - Água Verde - CEP 80240-900 Curitiba-PR - Fone: (41) 3340-1500
Desenvolvido pela Celepar - Acesso Restrito