14/10/2009 - JORNAL DESTACA AS TV PENDRIVES DO PARANÁ

Data 14/10/2009 9:50:00 | Assunto: Assunto

Repercutiu no dia 09 de outubro as TV Pendrives do Estado do Paraná . Veja mais ....


O Jornal do Estado repercutiu, na edição desta sexta-feira (9), a eficiência das televisões multimídias instaladas pelo Governo do Paraná nas escolas estaduais. O texto traz destaques do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Fundação Carlos Chagas, do Instituto de Protagonismo Jovem e Educação, de professores e de alunos da rede estadual.

A matéria com o título “Investimento em tv multimídia revoluciona o ensino no Paraná” mostra ainda que os preços pagos pelo Paraná foram inferiores aos valores gastos por outros estados na aquisição de aparelhos com as mesmas especificações. Enquanto que aqui cada unidade custou R$ 860, a Bahia pagou R$ 1.200, Santa Catarina gastou R$ 1.000 e o Espírito Santo R$ 1.374. Já Roraima, Sergipe e o Distrito Federal pagaram R$ 1.350 em cada televisão.

Em 2007, o Governo do Paraná investiu R$ 19,1 milhões para compra de um televisor para cada sala de aula da rede estadual. Os equipamentos têm acesso aos canais abertos, inclusive à TV Paulo Freire, dispõem de entrada USB e exibem arquivos de vídeo, áudio e imagem.

As tvs foram desenvolvidas para o Paraná e chamaram a atenção de outros estados que adquiriram o mesmo tipo de televisor. Além disso, cada professor ganhou um pendrive, dispositivo portátil para armazenar dados com capacidade de dois gigabytes. O valor da aquisição foi de R$ 6,1 milhões em 2007.

Os investimentos fazem parte do programa Paraná Digital, o maior programa de informatização escolar do País. Em seis anos e meio, foram aplicados mais de R$ 277 milhões na compra das televisões, na construção e instalação de laboratórios de informática, na ampliação da rede de fibra ótica infraestrutura elétrica e lógica, hardware e mobiliário.

Confira abaixo a íntegra da matéria:

INVESTIMENTO EM TV MULTIMÍDIA

REVOLUCIONA O ENSINO NO PARANÁ

A eficiência do recurso é reconhecida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e foi objeto de palestra em Washington.

Passados dois anos da implantação da nova tecnologia das TVs multimídia nas escolas públicas estaduais do Paraná, o projeto transformou-se em um sucesso de público e crítica. No último dia 15 de setembro, as TVs com pen drive foram o destaque no seminário Reinventar a Aula: Impacto Social e Educativo da Incorporação da Tecnologia da Informação e Comunicação na Educação, promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA). O evento, transmitido para todo o mundo por vídeoconferência, mostrou a experiência paranaense em contraponto a outras alternativas de custo mais alto.

“O Paraná foi convidado porque o BID tem o entendimento de que a disponibilização de um computador não é a solução e nem a grande revolução educacional. O acesso às tecnologias acontece articulando as ferramentas e a formação do professor para utilizá-las como um meio e não como um fim. E esta é a experiência do Paraná”, explica a superintendente da Educação, Alayde Digiovanni, que representou a Seed em Washington.

Uma semana antes, uma equipe técnica da Fundação Carlos Chagas e do Protagonistés – Instituto de Protagonismo Jovem e Educação, uma organização não governamental (ONG) voltada a formulação e acompanhamento de políticas públicas na área educacional, esteve no Paraná apresentando o relatório preliminar da pesquisa “Melhores Práticas de Ensino Médio no Brasil”. O trabalho, encomendado pelo próprio Ministério da Educação ao BID, identifica, em quatro estados brasileiros, as melhores práticas escolares do ensino médio nas dez escolas com melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Mais uma vez a TV multimídia foi destaque. As professoras Maria Helena Guimarães Castro, da Fundação Carlos Chagas, e Rose Neubauer, do Protagonistés, ambas ex-secretárias de estado da Educação de São Paulo nos governo de José Serra e Mário Covas, respectivamente, que coordenam a pesquisa, ficaram entusiasmadas com a solução paranaense.

A professora Maria Helena, que presidiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) por oito anos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, considera a alternativa encontrada pelo Paraná de instalar uma televisão em cada sala de aula e dar um pen drive a cada professor extremamente interessante. “Eu destaco especialmente a iniciativa paranaense de promover a capacitação do professor, ensinando-o a fazer uso da tecnologia em sala de aula”, declara.

De acordo com a consultora do BID, a resistência por parte dos professores em se utilizar de recursos tecnológicos para planejar suas aulas é uma realidade mundial. “E, no Paraná, tanto a tecnologia disponibilizada quanto a estratégia de capacitação dos professores é muito bem avaliada. O Paraná está muito bem, com políticas educacionais bem consolidadas”, ressalta.

Desafio – Mais importante, porém, é a aplicação desses recursos nas salas de aula da rede pública estadual. A dificuldade inicial de utilizar o computador e os demais recursos tecnológicos é uma barreira real, confirmada por professores veteranos que têm vencido o desafio na base da persistência e do reconhecimento da sua utilidade prática. É o caso da professora Geni Caetano Pinheiro Becher, que dá aulas na rede estadual há 27 anos, uma das que resistiu muito.

“Mas olhava as outras professoras criando suas aulas em slides e tinha vontade de fazer também. Mas eu sofri no início. Tive que fazer o curso duas vezes para poder aprender. Persisti porque sabia que minha aulas teriam qualidade melhor”, revela. Atualmente afastada da sala de aula para participar do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), Geni ficou tão fascinada com o mundo tecnológico que decidiu propor o projeto “A importância da tecnologia na educação e na formação de docentes” como tema de sua formação.

Outra professora que se desencorajou de início foi Angela Maria Garcia, do Colégio Estadual Dom Pedro I, em Pitanga, que havia atuado por 15 anos na rede municipal e passou no concurso do estado há dois anos. “Quando eu entrei na rede estadual tive que estudar para aprender a trabalhar com o laboratório de informática e a TV multimídia. Eu tinha receio de lidar com computador e tive vontade de desistir no começo”, lembra. Ela já produziu slides sobre cadeias carbônicas, que salvou no pen drive e apresentou em sala de aula. “Senti que os alunos ficaram mais atentos e melhorou a qualidade das aulas,” avalia.

Motivação – As TVs multimídia promoveram uma revolução também para os estudantes da rede estadual de ensino. “Tudo fica menos cansativo. Lembro de uma aula de história em que o professor descrevia uma vila medieval enquanto apresentava imagens na tela. Acho que sem ver as fotos, eu não entenderia nada”, conta o estudante Alisson Schmidt, de 15 anos, aluno da Colégio Estadual Paulo Leminski em entrevista à revista de circulação nacional, Carta Capital, edição de junho de 2009.

Mariane Saqueti Canales, 14 anos, estudante da oitava série da Escola Estadual Guimarães Rosa, em Assis Chateaubriand, é outra entusiasta das novas tecnologias. “Estudo aqui desde a quinta série e a escola nunca esteve tão bonita como agora. Os laboratórios e as salas de aula foram totalmente remodelados e cada sala tem a TV, que utilizamos para apresentar trabalhos. As aulas também ficam bem mais interessantes com o uso deste recursos”, afirma.

Tecnologias articuladas - O Programa Paraná Digital foi o ponto de origem para a implantação e desenvolvimento desta nova política educacional que utiliza recursos tecnológicos. A primeira medida adotada foi a aquisição e instalação de 44 mil computadores computadores para as 2.100 escolas estaduais do Paraná, um investimento no valor de R$ 104 milhões. Todas as salas de aulas dispõem da televisão multimídia, também conhecida como TV pen drive ou TV Laranja. Os professores da rede estadual receberam também cursos de capacitação para utilizar não apenas o computador e a internet para pesquisas, mas os recursos disponibilizados através do Portal da Educação.

Polêmica - Como todo projeto inovador, a implantação das TVs com pen drive trouxe muita polêmica. A insinuação de que a empresa vencedora havia sido beneficiada em função de doações para a campanha eleitoral caiu em descrédito, pois empresas do mesmo grupo ganharam as licitações nos demais Estados.

Em várias dessas unidades da federação, a compra dos televisores foi realizada também por pregões eletrônicos ou presenciais, um dos pontos questionados pela oposição, na época em que as TVs foram compradas no Paraná. Em todos os outros estados, os preços pagos pelos aparelhos foram superiores ao pago pelo Paraná. Por isso, atualmente, a poeira baixou.

“O preço máximo estimado para os televisores no pregão era de R$ 870,00. Tínhamos que oferecer abaixo disso ou estávamos fora da disputa”, lembra Airton Oppitz, proprietário da Cequipel, empresa vencedora do pregão eletrônico realizado pelo governo do Paraná para adquirir o produto.

Antevendo a perspectiva de lançar o produto no mercado, o empresário decidiu bancar o limite de preço, cobrando R$ 860,00 por unidade. “Fizemos um esforço para vender por este preço, pois acreditamos no produto. Queríamos iniciar as vendas deste produto em todo o mercado nacional privado e público”, informou Airton Oppitz, dono da Cequipel.

“Na primeira venda – que serviria de modelo aos demais estados – não nos preocupamos com o lucro. Foi exatamente o que fizemos. As outras vendas posteriores nos deixaram bons resultados”, comemora Airton Oppitz, empresário com 28 anos de tradição no mercado, empregador de 1.000 pessoas, com fábricas no Paraná, Santa Catarina e Sergipe.

Mesmo a falsa denúncia, repercutida no Jornal do Estado, de que os aparelhos de televisão não funcionavam pela ausência de um software mostrou-se equivocada diante dos fatos. A TV multimídia possui entrada para dispositivos USB e leitor de cartões de memória e funciona perfeitamente. A conexão USB possibilita a integração entre o computador e a televisão de forma rápida e prática.

A realidade mostra que as TVs multimídia são um recurso acessível e capaz de tornar a relação ensino aprendizado mais interessante, criativa e sintonizada com as tecnologias hoje disponíveis. “É uma ideia muito boa, criativa e barata”, avalia a ex-secretária de Educação paulista, Maria Helena Guimarães Castro.

TABELA

ESTADO QUANTIDADE PREÇO

Paraná                22.000       860,00

Bahia                  22.000     1.200,00

Santa Catarina         50     1.000,00

Espírito Santo     1.450     1.374,00

Roraima                  672     1.350,00

Sergipe                  400     1.350,00

Distrito Federal  5.000    1.350,00





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